O Estrategista que Transformou Escassez em Combustível para o Sucesso

Lucas Torres cresceu na Zona Oeste de São Paulo, passou os primeiros anos de vida no pé de uma comunidade e mudou para Santa Catarina aos seis anos com a família inteira em um único cômodo. Hoje, aos 27 anos, comanda a Aceleradora Hanoi, já gerou mais de R$300 milhões em faturamento para seus clientes e prova que resiliência e constância constroem resultados que nem o melhor currículo garante.

Aos 11 anos, Lucas Torres já sabia o que era trabalhar para comprar as próprias roupas. Não por rebeldia, mas por necessidade. Cresceu num lar onde a grana era curta e aprendeu cedo que quem quer mais precisa fazer mais. Essa lição, forjada no dia a dia difícil de uma infância sem muitos recursos, se tornaria a base de uma trajetória que hoje move milhões no marketing digital brasileiro. Com 27 anos e uma aceleradora de empresas consolidada, Lucas Torres não fala sobre superação como quem narra o passado. Fala como quem ainda carrega o fogo que o formou.

Forjado no fogo alto de Morro Doce

Lucas nasceu na Zona Oeste de São Paulo, no bairro Morro Doce, vizinho a uma comunidade. Aos seis anos, a família se mudou para Santa Catarina em busca de dias melhores, chegando a morar numa kitnet de um único cômodo que era ao mesmo tempo sala, quarto e cozinha. O avô ajudou a família a não passar necessidade nos momentos mais difíceis, e Lucas nunca esqueceu isso. Estudou no Instituto Federal de Araquari, onde fez o técnico em programação web, e chegou a cursar metade da faculdade de psicologia com bolsa antes de largar tudo pelo marketing digital.

“Ferro bom se forja em fogo alto. E eu cresci sendo forjado no fogo alto. Tudo isso me moldou para a pessoa que eu sou hoje.”

Aos 15 anos já ganhava dinheiro com marketing digital. Aos 11, já trabalhava. Quando uma grande agência o contratou durante a faculdade e o resultado financeiro superou qualquer perspectiva acadêmica, a decisão foi natural: largar o curso e construir o próprio negócio. Para a família de professores concursados que havia conquistado estabilidade pelo caminho convencional, a escolha foi choque. Hoje, é orgulho.

Da agência alheia à aceleradora própria

A Aceleradora Hanoi nasceu de um acúmulo raro: Lucas não só trabalhou em grandes agências, mas as tocou no lugar de outras pessoas. Aprendeu o que fazer, mas principalmente o que não fazer. Esse repertório virou metodologia, e a metodologia virou diferencial competitivo. Hoje a Hanoi atende empresas, startups e indústrias com uma visão 360 graus da operação, indo muito além do tráfego pago ou do social media.

“A gente não olha só para o social media ou o tráfego pago. A gente tem uma visão 360 da operação, organiza o processo comercial, a comunicação, a estratégia de funil, e acompanha de ponta a ponta até a venda.”

O resultado fala por si: Lucas gerou mais de R$300 milhões em faturamento digital para seus clientes. Somando as agências que ajudou a estruturar ao longo da carreira, o número passa dos bilhões. O LTV dos clientes da Hanoi é três a quatro vezes maior do que a média do mercado, reflexo direto de uma proposta que trata o cliente não como contrato, mas como parceiro de crescimento. O ponto de virada para escalar esse negócio foi simples e poderoso: colocar o próprio rosto. Quando Lucas começou a aparecer em palestras e nas redes, muitos clientes passaram a contratá-lo sem nem saber o nome da empresa. Sabiam quem estava por trás.

Valor entregado antes de qualquer venda

Num mercado que vive de promessas e fórmulas mágicas, Lucas Torres foi na contramão. Sua estratégia de aquisição de clientes não é baseada em captação direta de público frio, mas em entrega de valor real antes de qualquer negociação. Numa reunião com ele, o potencial cliente recebe um diagnóstico honesto do que seu negócio precisa, independente de fechar ou não.

“Se você tiver uma reunião comigo, eu vou te falar tudo que o seu negócio precisa. Se você vai fazer comigo ou não, tanto faz. Mas eu consigo mostrar que eu sei do que estou falando.”

Esse posicionamento é sustentado por mais de R$200 mil investidos em mentorias, cursos e treinamentos ao longo da carreira. Lucas usa automações e inteligência artificial, mas apenas após validar pessoalmente cada estratégia com sua equipe de especialistas. A bonificação financeira é outra marca registrada da gestão: para ele, nada veste mais a camisa do que ser bem remunerado pelo que se faz.

Transparência como único caminho

Os valores de Lucas não têm meio-termo. Transparência, honestidade e assertividade são inegociáveis, mesmo quando isso significa dizer ao cliente o que ele não quer ouvir. Ele e o sócio Thales são os maiores exemplos da cultura que construíram, o que torna mais fácil mantê-la viva em todo o time.

“Eu não vou vender uma mentira, uma enganação, simplesmente por dinheiro. O meu preço como pessoa é inegociável e isso deve ser transpassado também para a minha empresa.”

Para Lucas, quando se domina o que se faz e se age com transparência, tudo fica mais claro, para o líder, para a equipe e para o cliente. A cultura da Hanoi não é discurso de parede: é vivida diariamente por quem a construiu.

Lutando por uma família que ainda não conheceu

Lucas ainda não tem esposa nem filhos. Mas já trabalha por eles. Essa clareza de propósito é o que sustenta o desequilíbrio necessário de quem está na fase de construção acelerada. Ele cresceu vendo a família se estabilizar por concurso público, foi a ovelha negra quando largou a faculdade, e hoje é o exemplo que os pais mostram com orgulho.

“Eu estou lutando não só por mim, mas até por pessoas que ainda não conheci. Isso me dá muita força para seguir em frente, porque você sabe que empreender muitas vezes não é fácil.”

Para Lucas, a vida tem dois momentos de investimento: primeiro, você troca tempo e energia por resultado financeiro. Depois, usa o resultado financeiro para comprar tempo, o ativo mais valioso de qualquer ser humano. Ele está conscientemente no primeiro momento, e sabe exatamente para onde está caminhando.

Educação como motor de transformação social

Além da Aceleradora Hanoi, Lucas comanda a Meta Education, uma startup de educação voltada para crianças do ensino fundamental, cujo beta foi realizado com a comunidade de Muquisso, no Rio de Janeiro. O projeto está em fase de rebranding, mas o propósito segue firme: melhorar a educação brasileira usando tecnologia com responsabilidade social.

“Eu prefiro capacitar as pessoas para que elas consigam gerar dinheiro. Quem ganha dinheiro, ganha uma vez ou duas. Quem sabe fazer dinheiro, faz dinheiro sempre.”

Para quem veio de onde Lucas veio, impacto social não é pauta de marketing. É dívida com a própria história. E a forma que ele escolheu de pagá-la é ensinando, estruturando e capacitando, não apenas doando.

Quando o legado supera o faturamento

Os próximos passos de Lucas são claros: escalar a Hanoi para impactar milhões de vidas por meio dos parceiros que ela acelera, consolidar a Meta Education e continuar construindo novos projetos que usem negócio como alavanca de transformação social. Daqui a 50 anos, ele quer ser lembrado não pelo quanto faturou, mas pelo quanto ajudou.

“Daqui a 50 anos, eu quero que as pessoas lembrem que aquele cara fez muito dinheiro porque ele é humano, ajudou o mundo e conseguiu contribuir com a sociedade. E por isso o dinheiro foi consequência.”

Para quem quer trilhar um caminho parecido, o conselho é direto: estude, invista em conhecimento, mas não fique só nisso. Coloque em prática. Tenha resiliência e constância. E lembre: as pessoas menos qualificadas que chegaram antes de você não chegaram por serem melhores. Chegaram porque tiveram a coragem de começar.

Um Legado Construído do Zero para o Infinito

A história de Lucas Torres é a de quem transformou cada privação em argumento e cada obstáculo em combustível. Do cômodo único em Santa Catarina às palestras que movem negócios multimilionários, ele percorreu um caminho que nenhum diploma descrevia e nenhuma fórmula mágica explica. Construiu com trabalho, transparência e propósito. E segue construindo, não apenas para si, mas para todos que ainda vão se beneficiar do mundo que ele está ajudando a moldar.