O Legado de Quem Oxigena Empresas e Transforma Vidas

Do interior do Rio Grande do Sul ao comando da revolução financeira nas PMEs brasileiras, a história de um empreendedor que abandonou a segurança do banco para sentar do mesmo lado da mesa que milhares de empresários

Aos 23 anos, Pedro Albite escreveu à mão uma carta de demissão que mudaria sua vida para sempre. Gerente do Santander, com carreira promissora à frente, ele decidiu largar a estabilidade para resolver um problema que o incomodava profundamente: empresários quebrando por falta de gestão financeira estratégica. Hoje, mais de uma década depois, ele comanda a O2 Inc., fintech especializada em finanças corporativas que já ajudou mais de 2 mil empresas, renegociou R$ 1,09 bilhão em passivos e captou mais de R$ 2 bilhões em operações financeiras. Mas o legado de Pedro vai muito além dos números: ele está democratizando o acesso à gestão financeira de alto nível e preservando milhares de empregos pelo país.

O DNA Empreendedor da Fronteira Gaúcha

Nascido em Sant’Ana do Livramento, no interior do Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai, Pedro Albite cresceu em um ambiente que moldou sua visão de mundo. Filho de dois veterinários, sua infância foi marcada pela liberdade do campo e pelo espaço para criar e inventar. Aos 12 anos, quando se mudou para Porto Alegre, juntou latinhas, vendeu por R$ 300 e imprimiu ingressos para sua primeira festa. O evento para amigos da escola foi o embrião da Emikatê, que viria a ser a maior empresa de eventos universitários do Rio Grande do Sul.

“Tínhamos uma chácara, e eu tive liberdade. Liberdade de brincar, de construir, de inventar coisas. Tudo isso me deu a chance de ser criativo. De querer criar minhas próprias coisas”, relembra Pedro.

Formado em Administração de Empresas pela UFRGS, com especializações em Turnaround Management pela FGV, Fusões e Aquisições pelo Insper, Valuation pela Saint Paul e Growth, Gestão e Estratégia pelo G4 Educação, Pedro reconhece que sua maior formação veio da prática: errar cedo e assumir risco cedo.

Da Dor do Mercado ao Propósito de Transformar

A O2 Inc. nasce de um incômodo profundo. Aos 22 anos, como gerente do Santander, Pedro via empresários sendo prejudicados, empresas quebrando. O banco, muitas vezes, ao invés de ajudar a prosperar, ajudava a se enrolar. Ele pediu demissão e criou a O2 com um objetivo claro: ajudar o empresário a ter tomada de decisão mais técnica.

“Eu não queria estar do lado da culpa. Eu queria estar do lado da solução. Eu queria sentar do mesmo lado da mesa que o empreendedor”, explica Pedro.

A empresa começou como boutique financeira, depois se posicionou em turnaround. A pandemia foi o ponto de virada: como criar algo escalável, com equity, que fosse maior do que o próprio fundador? Após profundo estudo do mercado, nasce a nova versão da O2 Inc. Em 2021, a metodologia do Oxigênio Empresarial foi patenteada na Biblioteca Nacional. Em 2022, veio o modelo de CFO as a Service, democratizando o acesso a diretores financeiros. Na sequência, a plataforma Oxy com inteligência artificial conectou-se aos dados das empresas. Hoje, a O2 já investiu mais de R$ 3 milhões em tecnologia e transformou a gestão de milhares de negócios.

Método, Tecnologia e Gente do Mesmo Lado da Mesa

O diferencial da O2 não está apenas no método. No Brasil, existem cerca de 6 milhões de pequenas e médias empresas. Desse universo de mais de 20 milhões de CNPJs ativos no país, mais de 2 milhões de negócios fecham as portas anualmente. A principal causa? Falta de gestão financeira estratégica. A partir dessa dor do mercado, Pedro percebeu algo fundamental: lucro e caixa não são sorte, são consequência de uma metodologia muito clara.

A primeira estratégia foi ser profundamente guiado por dados. Em uma empresa, milhares de dados são gerados todos os dias. A metodologia da O2 mapeia esses dados, transformando-os em informações inteligentes que, analisadas estrategicamente, otimizam o que mais importa: LUXA — lucro e caixa.

A segunda estratégia foi construir uma cultura forte focada em resultados e proximidade com o cliente. A O2 não entrega relatório e vai embora. Fica, acompanha, ajuda a decidir. Senta do mesmo lado da mesa. Isso cria uma relação de confiança que vai muito além de uma prestação de serviço.

A terceira foi investir pesado em tecnologia: mais de R$ 3 milhões na Oxy e no Gênio, agente de inteligência artificial que funciona como CFO 24/7, para escalar sem perder qualidade e democratizar o acesso à gestão financeira de alto nível.

“Não é consultoria que entrega relatório e vai embora. Não é software que larga dado na mão do empresário. É método, tecnologia e gente, trabalhando juntos para transformar informação em decisão e decisão em resultado”, afirma Pedro.

Para ele, inovação só funciona quando o fundamento está bem feito. Na O2, o método é ACF: arroz com feijão bem feito. Antes de qualquer ferramenta ou automação, o básico precisa existir, estar organizado e fazer sentido. A tecnologia amplifica o essencial, não o reinventa.

Atitudes Inegociáveis e Visão de Longo Prazo

Na O2, valores não são discurso, são atitudes. A empresa valoriza a inquietude, a ambição e sonhar grande. Prefere o feito ao perfeito: entrega, melhora e segue. Vê com os olhos do cliente, pratica comunicação livre e honesta, atua com mentalidade empreendedora e toma decisões baseadas em dados. A cultura se mantém viva através das 12 Atitudes Inegociáveis e, principalmente, das decisões difíceis sobre quem contratar e quem não manter no time.

“A empresa é exemplo do líder. E eu, enquanto líder, preciso estar sempre em evolução e honrando a nossa história, como o guardião da Cultura e do Plano de longo prazo do negócio”, explica Pedro.

A marca registrada de Pedro como líder é liderar a partir de uma visão de longo prazo. Tudo começa por uma visão ambiciosa, que precisa vir acompanhada de estratégia e posicionamento. Depois, estrutura com pessoas, processos e ferramentas. Em seguida, metas em OKRs. Por fim, rituais. A visão de 20 anos se conecta com a de 5, que se conecta com a de 1 ano, até chegar à execução semanal. O papel do time é fundamental: para a empresa crescer, as pessoas precisam crescer junto. Quando isso acontece, o legado deixa de ser individual e passa a ser coletivo.

O Projeto da Família Albite e a Conciliação Consciente

A família é o norte de Pedro Albite. Casado com Jéssica, pai de três meninas, ele aprendeu uma lição fundamental: não existe equilíbrio, existe conciliação. Essa conciliação começa dentro de casa, com combinados claros, conversas francas e alinhamento de expectativas sobre o que precisa ser priorizado em cada fase da vida.

“Não existe equilíbrio. Existe orquestração de concessões. Em alguns momentos, o negócio exige mais; em outros, a atenção precisa estar integralmente em casa. O importante é que isso esteja combinado”, explica Pedro.

“Hoje não existe mais o Projeto Pedro. Existe o projeto da família Albite, que tem um projeto de vida. E, dentro desse projeto, existe o projeto da empresa do Pedro, que é prioridade dentro do projeto família”, explica Pedro.

Os ensinamentos dos pais moldaram diretamente sua liderança: da mãe veterinária, o cuidado genuíno com as pessoas; do pai, a disciplina e o padrão alto de exigência. A conciliação permite que ele construa dois legados: estar presente para formar as filhas como seres humanos incríveis e construir a O2 como algo extraordinário e com propósito.

Gerar Empregos e Transformar Mentalidades

O impacto da O2 vai muito além de resultados financeiros: a empresa gera empregos. Quando ajuda uma empresa a estruturar sua gestão financeira, está criando condições para que aquele negócio cresça, contrate mais, expanda suas operações e fortaleça toda uma cadeia produtiva. Hoje, a O2 não trabalha mais apagando incêndio, mas prevenindo crises e preparando empresas para o sucesso. Cada empresa estruturada é uma corrente de impacto: empreendedores geram mais lucro e caixa, contratam novos colaboradores, famílias têm renda garantida, fornecedores ampliam vendas, comunidades prosperam.

“Antes de oxigenar o mundo, é preciso se oxigenar primeiro. Cuidar do corpo, da mente, da saúde e do espiritual. Pessoas oxigenadas, oxigenam negócios. E negócios oxigenados impactam pessoas, comunidades e o ambiente ao redor”, afirma Pedro.

A O2 está mudando a mentalidade do empresário brasileiro, mostrando que gestão financeira não é luxo, é necessidade e obrigação para quem quer ver sua empresa crescer. Com o modelo de CFO as a Service, a plataforma Oxy e o Gênio que funciona como CFO 24/7, Pedro tornou acessível o que antes era privilégio de grandes corporações.

Revolucionar o Brasil, Uma Empresa de Cada Vez

O sonho de Pedro é claro: que a O2 revolucione a forma como os empresários enxergam as finanças corporativas através de três pilares: metodologia, tecnologia/IA e gente. A empresa está em expansão através de franquias, levando a O2 Inc. para todo o Brasil. Quando pensa em como gostaria de ser lembrado daqui a 50 anos, Pedro sintetiza seu legado: Alguém que compreendeu as pessoas e um problema estrutural profundo, oxigenando milhões de empresários a salvar negócios e sustentar famílias pelo empreendedorismo. No plano pessoal, alguém que amou intensamente, viveu com leveza e equilíbrio, construiu laços profundos e sinceros, e ousou sem perder a essência.

“Intensidade compra tempo. Quando você consegue imprimir uma intensidade na sua vida, automaticamente você ganha experiência. Aproveite que você é jovem, começa a errar cedo. Cada tombo vai te ensinar mais do que qualquer curso ou livro”, aconselha Pedro aos jovens empreendedores.

Um Legado que Oxigena o Futuro do Brasil

Pedro Albite construiu muito mais do que uma empresa de sucesso. Ele criou um movimento de transformação na gestão empresarial brasileira, democratizando o acesso a ferramentas que antes eram restritas a poucos, gerando empregos e mudando mentalidades. Sua jornada exemplifica o propósito central da Revista Prospere Legado: inspirar empreendedores que constroem o Brasil com ideias, coragem e visão de futuro. Do interior do Rio Grande do Sul ao comando de uma fintech que impacta milhares de vidas, Pedro mostra que legado não é sobre chegar sozinho ao topo. É sobre levantar outros empresários, sentar do mesmo lado da mesa e construir, juntos, um país mais próspero.