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O diagnóstico do Alzheimer está entrando em uma fase em que o sangue pode assumir um papel cada vez mais importante. Pesquisas brasileiras envolvendo a proteína p-tau217, um biomarcador associado à doença, mostraram desempenho superior a 90% em estudos conduzidos por pesquisadores da UFRGS.
O avanço ganha relevância justamente em setembro, mês dedicado mundialmente à conscientização sobre o Alzheimer. O dia 21 de setembro é reconhecido pelo Ministério da Saúde como Dia Mundial e Nacional de Conscientização da doença.
Exames de sangue para Alzheimer podem aumentar significativamente a precisão do diagnóstico e permitir a detecção em fases pré-demenciais. | Wyllians Borelli, pesquisador da UFRGS e autor de estudos sobre biomarcadores da doença.

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O potencial está principalmente na acessibilidade. Exames tradicionais utilizados na investigação de Alzheimer podem envolver análise do líquor ou exames de imagem de maior complexidade e custo. Um teste sanguíneo poderia ampliar o acesso à investigação de biomarcadores, especialmente em sistemas de saúde de grande escala.
Mas há uma diferença importante entre um biomarcador promissor e um exame que pode ser utilizado isoladamente para diagnosticar qualquer pessoa. A pesquisa ainda precisa ser traduzida para diferentes populações e incorporada aos protocolos clínicos adequados.

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A mudança mais importante talvez esteja justamente nessa transição: detectar alterações biológicas antes que a doença esteja em estágio avançado pode abrir espaço para acompanhamento mais precoce e decisões clínicas mais informadas. O desafio agora é transformar a precisão observada nos estudos em acesso seguro, validado e escalável.