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Alexandre Timosencho completa 10 anos de carreira e defende rigor técnico na genealogia
Life
04.09.2026

Alexandre Timosencho completa 10 anos de carreira e defende rigor técnico na genealogia

Com mais de 500 famílias atendidas e pesquisas em oito países, profissional defende a valorização da genealogia como pesquisa histórica e avanços na regulamentação da atividade no Brasil

O historiador, paleografista e genealogista Alexandre Timosencho completa, em 2026, dez anos de atuação no mercado de cidadania europeia e pesquisa genealógica. O marco ocorre em um momento de mudanças no setor, especialmente após alterações na legislação italiana sobre cidadania, e reforça uma posição que o profissional defende  desde o início da carreira: a valorização da genealogia como atividade que exige método, conhecimento histórico e rigor técnico.

Genealogista certificado pela Associação dos Profissionais Genealogistas do Brasil, APGBR e eleito Diretor de Publicações do Colégio Brasileiro de Genealogia para o bienio 2026-2028, Timosencho construiu sua trajetória acompanhando também a expansão do mercado de reconhecimento de cidadania europeia no país.

Com escritório na Avenida Paulista, em São Paulo, atende famílias e advogados no Brasil e no exterior. Ao longo da carreira, mais de 500 famílias passaram por seus atendimentos, com pesquisas realizadas em oito países e três continentes.

Para Timosencho, a experiência acumulada nesse período ganhou ainda mais importância diante das recentes mudanças envolvendo a cidadania italiana. Segundo ele, o conhecimento do setor tem ajudado a orientar clientes com maior segurança em um cenário de instabilidade e novas exigências.

O pesquisador avalia que o crescimento da procura pela cidadania italiana também provocou distorções na atividade genealógica no Brasil. Em muitos casos, segundo ele, a necessidade de encontrar de qualquer jeito o documento necessário ao processo passou a ocupar o centro do trabalho, enquanto a genealogia como pesquisa histórica e os critérios técnicos envolvidos na investigação acabaram em segundo plano.

“Não é fácil lutar contra o seu próprio mercado, mas sempre defendi minha profissão. Consegui manter, por dez anos, um rigor processual que não visa apenas um resultado positivo, mas um processo satisfatório de pesquisa”, afirma.

É nesse contexto que Timosencho aponta a necessidade de regulamentação da profissão de genealogista no Brasil como um dos próximos avanços necessários para o setor. Na avaliação do pesquisador, o estabelecimento de parâmetros para a atividade pode oferecer maior segurança aos profissionais e também às pessoas que contratam esse tipo de serviço.

Outro projeto para os próximos meses é o “Vade Mecum Genealógico”, livro que Timosencho está escrevendo a partir das experiências acumuladas na profissão. A proposta é reunir erros, acertos e aprendizados em uma obra de consulta voltada a pessoas interessadas no exercício da genealogia.

Ao chegar aos dez anos de atuação, Timosencho considera que o período representa, sobretudo, a continuidade de uma postura profissional construída desde o início da trajetória. Como resume o próprio pesquisador: “Lutar pelo que eu acreditava ser o certo”.

@timosearch

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