Revista Prospere
Condomínios viram resorts e mudam a forma de morar no Brasil
Life
04.09.2026

Condomínios viram resorts e mudam a forma de morar no Brasil

Empreendimentos com lazer, serviços e infraestrutura completa ganham espaço à medida que moradores passam a buscar mais qualidade de vida dentro de casa

A ideia de que um imóvel deve oferecer apenas um lugar para morar está perdendo espaço no mercado brasileiro. Condomínios e comunidades planejadas passaram a incorporar áreas de lazer, espaços de convivência, serviços e infraestrutura que aproximam a experiência residencial da oferecida por resorts e clubes.

O movimento acompanha mudanças no comportamento dos consumidores e no próprio desenvolvimento das cidades. Grandes empreendimentos passaram a reunir moradia, áreas verdes, comércio, trabalho e lazer, criando novas centralidades urbanas e reduzindo a necessidade de deslocamentos para atividades do cotidiano. O tema ganhou destaque entre especialistas reunidos pela Secovi-SP, que discutem os megacondomínios como uma tendência crescente no desenvolvimento urbano brasileiro.

Ao invés de vender metro quadrado, precisamos vender tempo quadrado para aquilo que realmente importa.
Caio Portugal, presidente-executivo da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Abrainc), ao discutir as mudanças nas expectativas dos consumidores em relação à moradia.

A frase foi destacada durante o Enacon Secovi-SP 2025, ao discutir as transformações na forma como as pessoas escolhem onde morar. O conceito ajuda a explicar a valorização de empreendimentos que concentram serviços e experiências em um mesmo endereço.

O avanço das comunidades planejadas também reflete uma busca por conveniência e integração. Projetos como o Pedra Branca, em Santa Catarina, e o Cidade Sete Sóis, em São Paulo, exemplificam modelos que combinam diferentes usos e infraestrutura em larga escala.

Mais do que piscinas, academias ou espaços gourmet, a nova disputa do mercado imobiliário envolve a qualidade da experiência oferecida ao morador. Segurança, áreas verdes, mobilidade e convivência passaram a integrar o valor percebido do imóvel.

Nesse cenário, o condomínio deixa de ser apenas um conjunto de apartamentos ou casas. Para uma parcela crescente dos consumidores, ele se transforma em uma extensão da rotina, reunindo no mesmo endereço parte daquilo que antes exigia sair de casa.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe com quem precisa ver isso!

Outras Notícias Para Você

Inscreva-se em nossa newsletter e tenha acesso aos principais destaques da Revista Prospere.